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Beterraba
Alimentícia

A beterraba tem sua origem nas regiões da Europa, Ásia, África do Norte e Mediterrâneo. A variedade que é cultivada descende da beta vulgaris sub.sp. marítima, que cresce silvestre nas costas dos países originários e era consumida pelos gregos e romanos há mais de dois mil anos. As folhas desta variedade ainda são consumidas, porém apenas a partir do século 17, as beterrabas arredondadas e vermelhas começaram a ser cultivadas. Nos séculos 18 e 19, franceses e prussianos desenvolveram variedades da planta para extrair açúcar, em parte, devido às guerras, que impediam o uso do açúcar da cana, proveniente das Américas. Atualmente, os EUA, a Rússia e a Alemanha são os líderes na produção de beterraba para exportação de açúcar e do álcool.

Composição química - os principais compostos da raiz da beterraba são saponiside, fitosterol, betaina, leucina, tirosina, betacianina, betaxanatina beta caroteno, magnésio, potássio e ferro. A cor da beterraba vem da combinação de dois tipos de pigmentos presentes nesses compostos: betacianina (roxo) e betaxanatina (amarelo).

Na raiz da variedade branca, pode-se encontrar também betaina, que ajuda na regeneração das células do fígado e no metabolismo das células gordurosas. Já a raiz vermelha contém betanina, que é uma antocianina do grupo dos flavonóides, similar aos compostos encontrados no vinho tinto, responsável pelo efeito de fortalecer o sistema imunológico. Por sua vez, as folhas possuem betacianina, betaína e de 14 a 30% de ácido oxálico. Em solos adubados em excesso, a planta ainda pode conter nitratos e ácido cianídrico.

Nutrição – Tanto a raiz como as folhas da beterraba são comestíveis. A raiz é rica em açúcar, folatos e vitamina C, além de potássio, manganês e betacarotenos. Apesar de ser rica em açúcares, a beterraba tem poucas calorias e, por isso, pode ser usada em regimes de emagrecimento.

As folhas, mais nutritivas que a raiz, são uma boa fonte de cálcio, fósforo, vitaminas A e C, niacina e podem ser usadas do mesmo modo que a acelga: refogadas, em sopas, para enriquecer o arroz, omeletes e farofas, etc.

Fonte: Boletim “De volta às raízes”

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